Máquina fotomecânica

 
No estado das artes gráficas, esse equipamento de pré-impressão reinou de forma soberana ao longo da segunda metade do século XX, tendo especial destaque como coadjuvante da impressão em ofsete. Nas operações fotomecânicas, utilizavam-se três tipos de câmaras fotográficas: horizontal, vertical e autovertical. No início do século XXI, o equipamento foi desativado pelos avanços da informática.
 
Máquina fotomecânica

Pode-se descrever o equipamento como responsável pelo processo produtivo de material de reprodução gráfica, que utilizava meios fotomecânicos – basicamente, câmara fotográfica e ampliadores. A câmara fotomecânica (uma máquina fotográfica de grandes proporções) fotografava qualquer tipo de original, de acordo com as suas especificações e tamanho da fôrma impressora. Como em qualquer ação fotográfica, podia-se reduzir ou ampliar esse original, sob os limites da objetiva da câmara. Em resumo, o processo fotomecânico era um conjunto de operações fotográficas utilizado na preparação do material de impressão. Na sequência do processo de produção gráfica, ocorria a transferência do original para uma matriz de impressão.

Vale lembrar que, basicamente, o trabalho das artes gráficas é dividido em duas etapas: a da criação de uma fôrma impressora e da sua multiplicação por meio da impressão, ação essa definida como transferência da imagem da matriz para o suporte (geralmente papel), o que se dá por pressão em equipamento apropriado.

Doação à memória das artes gráficas, a máquina de fotomecânica horizontal do acervo do Museu da Imprensa é um dos modelos tecnologicamente mais avançados da segunda metade do século passado. Foi doada ao museu em 3 de novembro de 2005 pelo Jornal de Brasília, na pessoa do seu então presidente Fernando Câmara, à Imprensa Nacional, representada pelo diretor-geral Fernando Tolentino de Sousa Vieira. No dia 22 de novembro daquele ano, aconteceu a solenidade de entrega da máquina ao Museu da Imprensa, em sua sede, nos jardins da Imprensa Nacional.

A máquina tem oito metros de comprimento e 1,80 de altura. Foi adquirida pelo Jornal de Brasília em 31 de outubro de 1978 e desativada em 31 de dezembro de 2003. Gerou os fotolitos (a partir de páginas, medindo 58 por 36 centímetros, montadas em pestape ou artefinal) usados na impressão das páginas do jornal no período de 11 de novembro de 1978 a dezembro de 2003.

A solenidade, iniciada às 10 horas no saguão do Auditório D. João VI., teve seu ponto alto quando Ezequias Dias da Silva, funcionário do Jornal de Brasília, falou a respeito de seus dez anos de trabalho com a máquina. “Por dez anos, esta máquina foi minha grande companheira. A impressão que nós conseguíamos era boa. Gostávamos de fazer o trabalho com ela e partir para a impressão. Agora, ela vai descansar neste Museu. Vai ser preservada. Ela funciona normalmente até hoje... Trabalhei nela no seu último dia de atividade!...”