Impressoras minervas

 
O visitante do Museu da Imprensa encontra duas antigas máquinas de impressão tipográficas, conhecidas no universo gráfico como minervas. Também chamadas de máquinas de platina, foram largamente utilizadas no Brasil, embora muitas ainda estejam funcionando no interior do País. Vale lembrar que existem em todo o território nacional 2.200 gráficas, a maioria de pequeno porte.
 
Impressoras minervas

Na evolução histórica da impressão, elas sucederam as prensas tipográficas manuais — dos séculos XVI e XVII — e os prelos. Esse tipo de impressora foi criado por Gordon, em 1854. É uma máquina plana e a impressão é no sistema plano-contra-plano. Geralmente, fixada em posição vertical, uma platina (quadro móvel em que são colocadas manualmente, uma a uma, as folhas de papel a serem impressas) e, no outro plano, encontra-se também no sentido vertical o cofre (ou prato de entintagem) sobre o qual encontra-se a rama com os tipos.

Ou seja, nesse sistema duas superfícies planas se unem para fazer a impressão. Uma delas contém a chapa impressora e a outra proporciona a pressão necessária para realizar a impressão sobre o papel. Há modelos manuais e automáticos.

Os exemplares de minerva do acervo do Museu da Imprensa são manuais. E fizeram parte do maquinário gráfico da Imprensa Nacional ao longo do século XX. Em 1891, a Instituição já possuía algumas minervas em sua sede, no Rio de Janeiro.

A impressora Mascote foi incorporada ao acervo do Museu da Imprensa em 1982. É dotada de dois rolos entintadores. A Tip-Top, marca Bautzen, de origem alemã, é um pouco diferente da primeira: tem quatro rolos e é adequada para a impressão de convites, boletins, diplomas, enfim, pequenos impressos, de tiragens também pequenas. Hoje, em bom estado de conservação, ela encanta os visitantes, que recebem um diploma de Amigo da Imprensa Nacional, impresso em menos de um minuto.

Duas máquinas que representam muito bem a tipografia, que, de acordo com o estudioso de artes gráficas João Franco Arruda, chegou clandestinamente ao Brasil em 1634.

Tipografia, que nas palavras do designer gráfico (formado pelo curso profissionalizante de artes gráficas da escola alemã Waldorfshulen) e professor Marcos Mello, é a alma gráfica e, por isso, precisa ser conhecida e valorizada por designers e outros profissionais que hoje atuam no setor. Essa afirmação está registrada na matéria “A impressão tipográfica no Brasil”, publicada em 2008 pela revista “Tecnologia Gráfica”