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Doação de peças gráficas homenageia Gazeta do Rio de Janeiro

Em solenidade realizada hoje pela manhã no Museu da Imprensa, a Imprensa Nacional e a indústria gráfica brasileira lembraram a passagem dos 205 anos do surgimento da Gazeta do Rio de Janeiro, o primeiro jornal editado e impresso no Brasil.

10 de setembro de 2013

A Imprensa Nacional recebeu dois totens e um grande (2,40m x 2,20m) painel com a reprodução de duas páginas da Bíblia de Gutenberg, peças que foram incorporadas ao acervo do Museu da Imprensa. A data também está registrada na edição de hoje do Diário Oficial da União, que circulou com anúncios de página inteira e de rodapé.

O material foi doado pelo Sindicato das Indústrias Gráficas do Distrito Federal e pela representação local da Associação Brasileira da Indústria Gráfica. Em nome dessas entidades, compareceu o superintendente do sindicato da indústria gráfica local, Antonio Carlos Navarro que assinou o termo de doação juntamente com o diretor-geral Fernando Tolentino.

Reconhecimento — No totem “D. João VI e a Impressão Régia”, a indústria gráfica reconhece que o marco inicial dessa atividade começou com a Impressão Régia, hoje Imprensa Nacional. O outro totem homenageia Joahnnes Gutenberg (1398- 1468), o gráfico alemão criador do tipo móvel, que possibilitou a mecanização do processo de reprodução gráfica, o qual, por sua vez, foi responsável pela disseminação do conhecimento. Por isso, Gutenberg é considerado um dos personagens mais importantes da história da humanidade.

Pronunciamentos – Ante servidores e colaboradores, o dirigente da indústria gráfica lembrou que as peças doadas foram produzidas para o 14º Prêmio de Excelência Gráfica Jorge Salim, evento ocorrido em 15 de agosto passado. O tema dessa edição do evento foi o legado de Gutenberg. Antonio Carlos Navarro explicou que foi dada especial ênfase ao desenvolvimento da atividade gráfica, a partir de 1808, com a criação da Impressão Régia.

O empresário destacou o papel do Museu da Imprensa na preservação da memória da evolução tecnológica. “O Museu da Imprensa faz este papel importantíssimo de contar essa história. Por isso, temos de valorizá-lo e divulgar o seu rico acervo. Nos prontificamos, nesse sentido, a ajudar, colaborar na divulgação e implementar programas de interesse do museu e da sociedade. Parabéns ao Museu da Imprensa pelo trabalho feito até hoje.”

Dia da Imprensa – Tolentino falou do significado dos 205 anos da Gazeta do Rio de Janeiro para a Casa. “Para nós da Imprensa Nacional, o 10 de setembro ainda é o Dia da Imprensa!”. Vale lembrar que até o ano de 1999, o Dia da Imprensa era comemorado nessa data. Passou, então, para 1º de junho, dia em que no ano de 1808 começou a circular, em Londres, o Correio Braziliense.

O diretor-geral lembrou que a atividade gráfica chegou ao Brasil com grande atraso em relação a outros países das Américas, como Guatemala, México, Argentina e Estados Unidos. Mas chegou, finalmente, em 1808, com a Impressão Régia. O diretor-geral destacou esse marco, observando que, por isso, “estamos não só comemorando neste ano o 205º aniversário da Gazeta do Rio de Janeiro mas também os 200 anos de O Patriota”, dois veículos de comunicação impressos, pioneiros, rodados na Impressão Régia.

A relação entre a Imprensa Nacional e a indústria gráfica foi destacada por Fernando Tolentino: “É uma relação amigável, amistosa, solidária e companheira, e, por esse aspecto, devemos comemorar”. Ele lembrou que o surgimento do Setor de Indústrias Gráficas (SIG) no Plano Piloto foi obra da insistência, em fins dos anos 1950, do diretor-geral Alberto Sá Souza de Brito Pereira que se opôs à idéia da Novacap de levar a Imprensa Nacional para Taguatinga. Os argumentos de Brito Pereira foram convincentes. Resultado: o prédio da Imprensa Nacional inaugurou o atual SIG.